segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Pr. da Granito

Não eramos uma banda comum, acho que fomos a banda mais louca da cena undergraund carioca, fomos capazes de loucuras que a maioria das pesoas que se dizem loucas não faria, por duas vezes, em 2006 e em 2007 tocamos na Pr. da Granito, nas duas vezes sem nenhuma licença p'ra nos apresentar, essa não foi a única loucura da noite, levamos todos os nossos instrumentos em um fusca, em apenas uma viagem.
Damos um jeito de levar tudo, botamos metade da bateria no teto do fusca, tiramos o banco do carona, acessórios da bateria em nossos pés, guitarras no nosso colo, amplificadores e caixa nas nossas costas.
Estava tão apertado lá dentro que saí com o pé esquerdo durmente e o gim com caimbra na perna.
Por onde passamos chamamos atenção, não tinha ninguém que não olhava p'ra gente, onde o fusca passava as pesoas olhavam, apontavam, achavam engraçado.
Em um certo ponto foi bom, foi nosso recorde de público, as pessoas ficaram curiosas p'ra saber o que poderia acontecer, que loucura a gente faria tocando, e também tinham muitos skatistas por lá.
Pela photo dá p'ra ver meu estado dentro carro, guitarras e baixo no meu colo, estantes da bateria nos pés, nas costas o amplificador, em cima do amplificador caixas de som, equilibrando as caixas de som com a mão e a cabeça, p'ra não cairem dentro do fusca. Abaixo está o vídeo com um trecho da nossa apresentação neste dia.

Torah, A Banda

Quando conclui o ensino médio percebi que não aproveitei meu tempo de escola como deveria, não fiz amizades, não zuei, eu apenas estudei, estudei e estudei... Observei que todos que se formaram na mesma época tem muitas histórias p'ra contar, enquanto eu não tinha nenhuma, não dava mais p'ra viver tudo novamente, então decidi compensar o tempo que perdi curtindo o quanto eu podia ter curtido.
Quando ainda cursava último ano do ensino médio passei a andar com o gim, estudamos juntos no ginásio, fizemos um trabalho de escola juntos, no qual gim teve que me ensinar baixo, gim tinha uma banda: a banda Torah, o estilo da banda era um punk rock bem purista, no início eu não gostava, malhava a banda, na época eu não apreciava o estilo, eu só tinha ouvidos p'ra trash e havy metal, mas com o tempo fui aprendendo a curtir até ser o que sou hoje, straight edge, o tempo foi passando, e quando percebi, eu e gim éramos como unha e carne, só vivia juntos, todos zuavam a gente, porque era como se fossemos marido e mulher rs, essa photo a esquerda já dá uma noção de como era, rs.



Fiquei muito próximo da banda até o ponto cômpor em parceria com o gim, tocava bateria quando o Fabio (batera) não podia comparecer em algum evento, até que pouco tempo depois integrei a banda, eu era o baixista, o instrumento que o gim me ensinou, foi a minha melhor época.
Tudo na Torah era motivo p'ra risos, não éramos uma banda comum, uma banda normal perde a cabeça quando algo dá errado num evento, num ensaio, algum instrumento quebra, etc... No nosso caso éramos uma banda que não se abalava com nada, e tudo se tornava uma piada depois, piadas que a gente rir até hoje, até mesmo quando tocávamos num evento com instrumentos precários ou quando tocávamos p'ra duas pessoas a gente se divertia, e acredite se quizer, já tocamos p'ra apenas uma pessoa, o organizador do evento.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Aprendendo Baixo

Esta photo minha com o gim foi após uma apresentação da banda, A 2N, no próximo poste eu falo sobre a 2N.
Eu e o gim estudamos juntos no ginásio e no ensino médio, quando cursamos o último ano do 2°grau tivemos que apresentar um projeto incomum em qualquer colégio, no qual teriamos que tocar músicas que falem de qualidade de vida. O gim e o resto do grupo iam tocar violão, eu, como sou baterista tocaria panderola, mas sempre tem um "porém", eu odeio, tenho horror a panderola, pandeiro, a qualquer instrumento desse tipo. Faltavam 3 dias para o dia da exposição, então eu disse: " eu aprendo a tocar baixo em 3 dias, mas não toco panderola de jeito nenhum".
Gim muitas vezes e com razão falou que sou cabeça dura, realmente eu sou muito cabeça dura, isso me trouxe muita coisa ruim, mas neste caso me trouxe uma coisa muito boa, eu aprendi a tocar baixo em 3 dias, bom, quem me ensinou foi o próprio gim, eu cedi um pouco, no dia da exposição eu toquei panderola em 2 músicas, o resto das músicas eu toquei baixo, aprendi a tocar mais um instrumento, e posteriormente integrei a 2N, hoje faço minhas composições, tenho muitas p'ra agradecer o gim, hoje eu posso dizer que sei o que é amizade.